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Porquinho-da-Índia

     O porquinho-da-índia é um dos roedores mais queridos do mundo. Fora do Brasil principalmente, onde existem até mesmo competições onde a beleza e a saúde dos bichinhos é avaliada por juízes! No entanto, assim como os outros roedores, ele necessita de cuidados especiais.
     Um Porquinho-da-Índia macho chega a pesar entre 1 e 1,2 quilos e a medir 25 centímetros quando adulto. Já as fêmeas são mais leves, com aproximadamente 20 centímetros de comprimento e entre 800 e 900 gramas de peso.

HISTÓRIA

     Um erro de navegação é o responsável pelo nome Porquinho-da-Índia.
No século XVI, quando os navegadores espanhóis buscavam um novo caminho para as Índias, em busca de especiarias, aportaram por engano em terras sul-americanas, mais exatamente no atual Peru.
     Após provarem "churrascos" de um certo animalzinho que os nativos conheciam por Cuí (e assim o chamam até hoje por causa dos seus gritos curtos, semelhantes ao som emitido pelos porcos), simpatizaram com ele e o adotaram como mascote.
     Voltaram para o velho continente com vários deles nas malas e um nome equivocado: Porquinho-da-Índia.
     Mas as confusões não pararam por aí. Logo após a chegada à Espanha, os "Porquinhos-da-Índia" peruanos se transformaram em moda e se espalharam por toda a Europa e o "Novo Mundo", não mais como alimentação, como eram e ainda são utilizados no Peru, mas como animais de estimação.
     Em inglês, esses roedores são chamados de Guinea Pigs.
     Michael Schleissner, um aficcionado criador alemão de Porquinhos há 32 anos, esclarece:
     "Existe uma teoria de que tal nome lhe foi atribuído porque os navegantes (agora ingleses), ao retornarem da América do Sul trazendo o mascote predileto da Europa, paravam na Guiné, um país da costa africana. Ao saber da parada, as pessoas achavam que o bichinho vinha da Guiné, e não do Peru". E ele continua: "Outros atribuem o nome Porco-da-Guiné ao preço que era cobrado dos marinheiros ingleses pelos bichinhos, um Guinea, uma moeda de ouro muito utilizada na época".

SOCIABILIDADE

     Os porquinhos-da-índia convivem muito bem em sociedade com companheiros da mesma espécie. Vários animais podem conviver juntos, desde que a quantidade de machos adultos não seja muito grande, para evitar a disputa por fêmeas. Fêmeas novas podem ser introduzidas sem risco. No entanto, deve-se evitar colocar mais machos para evitar brigas. Machos somente serão sociáveis uns com os outros se forem irmãos nunca separados.

ALOJAMENTO

     A gaiola do porquinho tem que ter boa ventilação, um fundo sólido, e deve ser grande bastante para ele se movimentar livremente. Só podem ser usadas gaiolas de fundo de arame, se a malha for apertada, ou se algo for posto em cima do arame para separar os pés do fundo de arame. Um aquário de vidro nunca deve ser usado por causa de ventilação pobre. A altura da gaiola, se aberta em cima, deve ser pelo menos 25 centímetros para prevenir fugas. É desejável um lugar privativo para entrar, dentro da gaiola se ele estiver com medo, ou simplesmente com desejo de se recolher. Um papelão, ou caixa de madeira, com um fundo aberto e um corte de buraco no lado é uma boa opção.
     Porquinhos precisam de exercício diário e na maioria dos casos a gaiola não é grande o bastante para satisfazer esta necessidade. No caso de animais de estimação uma área de diversão pode ser comprada ou construída para fazer uma área de jogo especial. Esta área deveria incluir todas as coisas necessárias na gaiola; o modo mais fácil para fazer isto é ter a gaiola dentro ou fixa à área de jogo. Outra opção é dar para ao animal um quarto em sua casa ou a casa inteira. O animal deve poder voltar na gaiola sempre que der vontade, seja para usar o banheiro ou se sentir em algum lugar seguro. É aconselhável para isso colocar caixas rasas com feno ou areia para lixo orgânico nos cantos favoritos, a fim de evitar acidentes no chão.
     Ao optar por gaiolas de coelhos, é obrigatório a colocação de um fundo adicional que impeça a queda de filhotes recém-nascidos pelos vãos dos arames originais. Aconselho o uso de tela galvanizada ondulada com malha máxima de 20 mm.

REPRODUÇÃO



     Porquinhos ficam maduros sexualmente entre três e quatro semanas, ou seja no final do primeiro mês de vida.
Sempre separe os jovens porquinhos por gênero (sexo), logo aos 21 dias de vida, até o quarto mês de vida pelo menos. Isso evitará prenhez prematura e atrasos no desenvolvimento.
     É aconselhável acasalar pela primeira vez, pelo menos ao final do terceiro mês, quando os animais atingem 90% do seu peso e tamanho futuro.
Muito cuidado para não acasalar as fêmeas pela primeira vez depois do sétimo ou oitavo mês. A abertura pélvica da fêmea pode não se expandir mais e ser necessário uma cesárea. Fêmeas que já tiveram bebês não terão esse problema.
     Evite, tanto quanto possível a consanguinidade, acasalamento de pais com filhas, mães com filhos, porque isso compromete a criação. Pelo menos, menores, os filhotes serão com certeza. Às vezes, com sérios defeitos congenitos. Quando a criação crescer, traga bons machos de fora do criadouro, que o problema estará resolvido. Um macho adulto deve acalasar com no máximo 6 (seis) fêmeas a cada vinte dias (um ciclo de ovulação).
     Se você não reconhecer o cio da fêmea, deixe-a sozinha ou em grupo de fêmeas com um macho adulto por pelo menos 18-20 dias, tempo em que será coberta com certeza.
     A gestação leva em média 62 dias (dois meses). Com a prenhez confirmada, deve-se deixar a fêmea em ambiente tranqüilo, para que possa ter a prole com tranqüilidade. Pode-se deixá-la com outras fêmeas prenhes ou mesmo com o macho. Mas tenha certeza que ele a cobrirá nas horas que se seguem ao parto gerando uma nova prenhez. Poupe-a. Só faça isso se for absolutamente necessário.
     O parto normalmente não requer muitos cuidados. A mãe dá conta sozinha do recado. Normalmente ocorre à noite ou pela manhã cedo. Se a criação for em colônia, não se assuste: as outras fêmeas e o próprio macho a ajudarão lambendo os novos filhotes. O autor do texto nunca viu ou leu sobre casos de canibalismo entre porquinhos-da-índia. Ele, que já criou centenas de filhotes, ao máximo presenciou a fêmea abandonar um ou outro filhote que ela considere muito fraco. O criador que escreveu este comentário, particularmente, deixa-o à própria sorte. Pode ser estimulado por outra fêmea ou vir a falecer.
     Os bebês nascem de olhos abertos, em meia hora já estão mamando e andando atrás da mãe. Em algumas horas já comem alimentos sólidos, imitando e seguindo a mãe por onde ela for.

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